Diabetes e o bullying: Saiba como agir neste caso

Em função dos cuidados com o diabete envolverem ações e hábitos estranhos à maioria das crianças, crianças e adolescentes diabéticos podem passar a ser alvo de agressores, e assim podem ser estigmatizados. Aparentemente, as crianças que sofrem bullying internalizam os ataques físicos, verbais e afetivos, e estes sentimentos negativos se tornam a base de um comportamento depressivo e/ou ansioso.

Ao mesmo tempo, os jovens portadores de DM1 passam a evitar interações que possam lhes ser conflitantes, privando-se de contatos positivos e necessários para o desenvolvimento pessoal. Pesquisas revelam que crianças com DM1 são três vezes mais propensas a desenvolver ansiedade e depressão, bem como de exibirem comportamento solitário e de vitimização. Também são mais propensas a desenvolver menor autoestima.

Quais as consequências desse sofrimento todo para nossas crianças e jovens? Existe reflexo em diversos aspectos. Primeiramente, esses jovens poderão ter problemas no trabalho e nos relacionamentos, serem pessoas com distúrbios de ansiedade, depressão, ou até outros problemas psicológicos. Em segundo lugar, existe perda na adesão ao tratamento do diabetes. Como os hábitos do autocuidado costumam virar alvos de chacota, a criança ou adolescente em questão passa a evitá-los.

Em outras palavras, o indivíduo deixa de se cuidar e seguir as orientações do médico. E assim, no futuro, já na idade adulta, estes jovens sofrerão as consequências de uma doença crônica mal tratada, diminuindo sua qualidade de vida, sua expectativa de vida e aumentando o número de visitas ao médico e a serviços de emergência.

E qual o papel dos pais nessa questão? A compreensão dos pais com toda a situação é fundamental.

Entender a rebeldia dos filhos quanto ao tratamento, mas incentivá-lo a continuar, sempre. É necessário que se procure suporte psicológico, pois quanto mais cedo a criança for cuidada psicologicamente, menos chance de problemas na fase adulta ela terá.

Também é de bom tom colocar os professores e os diretores a par da situação do indivíduo, para que eles próprios promovam estímulo aos demais alunos aprenderem com as diferenças entre as pessoas. A família deve estar atenta aos sinais discutidos acima, conversar com os professores e comunicar à equipe médica envolvida no tratamento do diabete sua suspeita.

Conteúdo recomendado

  • 49
    Você não acha que já é hora de deixar de fumar? Ou será que você já tentou várias vezes? O propósito deste texto é ajudá-lo a parar para sempre, sem necessidade de começar tudo de novo. Em apenas uma semana depois de deixar o fumo, você pode estar livre de…
    Tags: de, que, a
  • 46
    Trata-se de uma doença em que há uma elevação dos níveis de açúcar no sangue causada pela deficiência na produção ou na ação de um hormônio produzido pelo pâncreas chamado insulina. De modo geral, temos 3 tipos diferentes de diabetes: Aos enfermeiros, caberá passar informações fundamentais sobre a doença a…
    Tags: de, que, a, crianca, doenca